sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mercado de intercâmbio cresce no Brasil em 2010

O número de jovens que embarcaram para fazer intercâmbio no exterior aumentou em 40% neste ano. Cada vez mais os brasileiros estão aproveitando suas viagens para buscar formação, aperfeiçoamento e cultura.

Aproximadamente 126 mil pessoas viajaram ou estão viajando seja para estudar ou trabalhar em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, entre outros. Viajar, conhecer novas culturas, adquirir fluência em outros idiomas são elementos que tornam o intercâmbio uma experiência singular, cujo crescimento é significativo no Brasil. As agências de intercâmbio existentes hoje no país oferecem uma variedade de programas que se adapta ao perfil de cada interessado. Alguns deles são:

- High School: dirigido a estudantes do ensino médio que pretendem fazer um semestre ou um ano de curso em outro país.

Leonardo Portiolli, 21 anos, conta que sempre foi muito independente, por isso resolveu fazer o programa aos 16 anos.

Ele ficou 10 meses estudando em uma vila na província de Nova Scotia, no Canadá. Leonardo diz que logo quando voltou para Curitiba, percebeu que estava pensando de uma forma muito diferente dos amigos que ficaram, além disso, aprendeu a ser mais flexível em relação a tudo. “O intercâmbio me mudou de maneira profunda. Eu era muito tímido e antes de viajar tinha certeza de que queria fazer algum curso superior relacionado com tecnologia ou computação. Acabei optando por Publicidade, que na verdade é uma habilitação do curso de Comunicação” conta-nos Leonardo.











Leonardo em frente à placa de sua cidade no Canadá: melhor aprendizado foi saber sair do mundinho em que vivia e entrar em outra realidade diferente da minha” explica

- Au Pair: destinado às jovens que querem conciliar o estudo à convivência com uma família estrangeira cuidando das crianças da casa. Geralmente mulheres de 18 a 30 anos se encaixam neste programa.

- Estágio para universitários: opção de estudar e fazer estágio remunerado ou não, em empresas de sua área de atuação.
- Cursos de idioma, pós-graduação, especializações: são voltados para diferentes áreas, somados a workshops e visitas técnicas a empresas.

- Trabalho remunerado para universitários: para quem quer trabalhar em outro país no período de férias da faculdade. Algumas agências promovem feiras nas quais empresas estrangeiras participantes entrevistam o candidato.

Esta foi a escolha de Vanessa Marçal Avelar, 23 anos, que após passar na entrevista de emprego, embarcou em dezembro de 2006 rumo a Sandusky- Ohio, nos Estados Unidos, onde permaneceu por 4 meses. Segundo ela, apesar de sentir falta da família, a experiência valeu a pena por que ela conseguiu de fato aprimorar seu inglês e conviver com outra cultura lhe trouxe amadurecimento. “Eu pensava em viajar para o exterior, mas de uma forma que não atrasasse minha faculdade, então optei por um intercâmbio de curta duração e que não fosse apenas para estudar o idioma. Além de conhecer novos lugares e de ter contanto com outros hábitos, essa experiência agregou em muito. Para fazer intercâmbio é preciso ter vontade de se aventurar, porque uma vez lá fora a coisa toda só funciona se você quiser", afirma Vanessa.












Vanessa: “No começo as pessoas não foram tão receptivas,

mas depois de umas semanas, fiz muitos amigos.

Alguns até vieram me visitar e ficaram na minha casa”


-Trabalho 2º período Jornalismo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nem tudo está perdido.

Depois de mais um domingo chuvoso, pelo menos em Curitiba, todos acordamos sabendo que temos uma OBRIGAÇÃO a cumprir. O voto. Com cara de velório, levantamos da cama, tomamos café da manhã com a família, porém, sem muito assunto. Antes de sair, conferimos a “colinha” com o nome e o número de cada candidato e partimos rumo à guilhotina. Não que seja isso de fato, mas o sentimento é semelhante.

Por mais que tenhamos candidatos preferidos, temos também, total consciência de que não haverá uma mudança radical. Nossos salários não terão um aumento fora do comum, não chegaremos a um posto de saúde e seremos atendidos em 15 minutos, não poderíamos sair de casa as 03h00min da manhã só para tomar um ar e não teríamos um emprego dos sonhos. Mesmo sabendo de tudo isso, fico feliz em não ter contribuído para que, pessoas que viessem a piorar esse cenário, se elegessem. Não espero nenhum milagre dos meus candidatos, mas também não posso deixar com que os outros façam a farra com o que não lhes pertence.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

De quatro em quatro anos, eles voltam...

É até engraçado na época de eleições, ver como as bandeiras tremulam e como os santinhos são distribuídos sem nenhuma preocupação acerca de seu destino final. É muito engraçado ver o povo, aquele que ri da própria desgraçada.
É engraçado? Será que realmente é engraçado quando o motivo do riso somos nós mesmos? Andando pela XV de Novembro de Curitiba, depois de saborear um delicioso almoço, vou caminhando e me deparando a cada esquina com uma bandeira. Uma da oposição, outra da situação. Uma quase esbarrando na outra e o povo caminhando apressando sem ao menos olhar para o lado e ver uma bandeira partidária que insiste em gritar, implorar pelo seu voto. Então, me vem a cabeça uma questão a qual me incomoda pensar: Será que uma bandeira, que tremula sem parar quase que em cima da minha cabeça, fará o meu trabalho de eleitor? Será que a bandeira me influencia? Será que eu voto no fulano por que sei que ele é de um partido influente e que é quase certo de que vai ganhar? Será que não está na hora de arriscar?! Na hora de mudar e sair dos rostos que cansamos de ver, mas tememos perder?!