segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nem tudo está perdido.

Depois de mais um domingo chuvoso, pelo menos em Curitiba, todos acordamos sabendo que temos uma OBRIGAÇÃO a cumprir. O voto. Com cara de velório, levantamos da cama, tomamos café da manhã com a família, porém, sem muito assunto. Antes de sair, conferimos a “colinha” com o nome e o número de cada candidato e partimos rumo à guilhotina. Não que seja isso de fato, mas o sentimento é semelhante.

Por mais que tenhamos candidatos preferidos, temos também, total consciência de que não haverá uma mudança radical. Nossos salários não terão um aumento fora do comum, não chegaremos a um posto de saúde e seremos atendidos em 15 minutos, não poderíamos sair de casa as 03h00min da manhã só para tomar um ar e não teríamos um emprego dos sonhos. Mesmo sabendo de tudo isso, fico feliz em não ter contribuído para que, pessoas que viessem a piorar esse cenário, se elegessem. Não espero nenhum milagre dos meus candidatos, mas também não posso deixar com que os outros façam a farra com o que não lhes pertence.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

De quatro em quatro anos, eles voltam...

É até engraçado na época de eleições, ver como as bandeiras tremulam e como os santinhos são distribuídos sem nenhuma preocupação acerca de seu destino final. É muito engraçado ver o povo, aquele que ri da própria desgraçada.
É engraçado? Será que realmente é engraçado quando o motivo do riso somos nós mesmos? Andando pela XV de Novembro de Curitiba, depois de saborear um delicioso almoço, vou caminhando e me deparando a cada esquina com uma bandeira. Uma da oposição, outra da situação. Uma quase esbarrando na outra e o povo caminhando apressando sem ao menos olhar para o lado e ver uma bandeira partidária que insiste em gritar, implorar pelo seu voto. Então, me vem a cabeça uma questão a qual me incomoda pensar: Será que uma bandeira, que tremula sem parar quase que em cima da minha cabeça, fará o meu trabalho de eleitor? Será que a bandeira me influencia? Será que eu voto no fulano por que sei que ele é de um partido influente e que é quase certo de que vai ganhar? Será que não está na hora de arriscar?! Na hora de mudar e sair dos rostos que cansamos de ver, mas tememos perder?!